PROTEÇÃO INTEGRAL AMPUTADA

Anthenor Lunna*

E-mail: temmaenacasa@bol.com.br

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A família de um bebê com pouco mais de 15 dias de vida acusa médicos do Instituto Fernandes Figueira (IFF), ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Benfica, no subúrbio do Rio de Janeiro, de causarem a amputação de uma das pernas da recém-nascida. O instituto é uma referência no atendimento a recém-nascidos.

 

Segundo os parentes, a criança, que nasceu com quadro de hidroanencefalia grave – acúmulo de líquido na cabeça no lugar de parte do cérebro – passava por um procedimento neurocirúrgico quando teve sua perna queimada por um equipamento.

 

“Os médicos falaram que tinha uma placa de ferro embaixo da perninha da menina e que não deveria passar corrente por essa placa. Eles só perceberam que a placa estava ligada quando o aparelho apitou. Eles desligaram o aparelho, mas só depois, quando tiraram o pano que cobria a neném é que eles viram a queimadura”, contou Maria da Penha do Nascimento, avó da criança.

 

Em nota, o Instituto Fernandes Figueira informou que, “durante a cirurgia, a equipe observou a ocorrência de uma queimadura na região proximal da perna direita, onde havia sido colocada a placa para utilização do bisturi elétrico, procedimento padrão nesses casos. O evento, que causou alterações de fluxo sanguíneo no membro lesionado, foi imediatamente notificado à direção do Instituto, que iniciou investigação para apurar as causas do ocorrido”.

 

Segundo a avó da menina, após a cirurgia os médicos a chamaram: “No dia eu estava no hospital esperando acabar a cirurgia, quando os médicos me chamaram para uma sala e falaram que tinha acontecido um acidente. Até então achei que fosse uma queimadura ‘pequenininha’ e fui para casa”, disse ela.

 

No entanto, ao contar para a filha sobre o que havia acontecido com a neta, as duas decidiram voltar para o hospital para tentar ver o que aconteceu com a recém-nascida. “Quando contei para minha filha ela falou: mãe meu coração está pedindo para mim ir ao hospital. Chegamos lá e eles estavam fazendo um curativo, foi quando vimos o tamanho da ferida”, conta Maria da Penha.

 

Ainda segundo os familiares, na sexta-feira (4/3/11) um especialista esteve na unidade para acompanhar o caso da menina. Foi ele quem indicou que a menina deveria ter a perna amputada, disse a avó.

 

A amputação aconteceu na segunda-feira (7/3/11): “Minha filha começou a gritar, pedindo para os médicos não cortarem a perninha dela”, disse Maria da Penha. “Foi muito difícil. Meu mundo acabou”, conta Karen Caroline Nascimento da Silva, mãe da criança.

 

De acordo com o IFF, a criança encontra-se com quadro clínico estável, apresentando boa evolução. Ela continua recebendo os cuidados diários necessários e acompanhamento regular pela equipe de especialistas do Instituto, e sua família tem sido apoiada por psicólogos e assistentes sociais da instituição.

 

“Está doendo muito. É tudo muito triste. Ver minha filhinha assim, toda entubada. Uma neném que estava boa, só com uma sondinha, ficar assim cheia de tubos”, desabafa Karen.

 

Apesar da posição do hospital, a família nega que tenha recebido apoio por parte do hospital. “Eles não falam nada. Não prestaram qualquer assistência, a única coisa que nos deram foi um Riocard de R$ 40 para que viéssemos visitar a bebê”, disse Karen. Todos os dias, mãe e avó gastam cerca de uma hora no trânsito para conseguir chegar ao hospital.

 

Segundo o hospital, o atendimento psicológico e social é requisitado pelo paciente ou por encaminhamento do médico. Ainda de acordo com o IFF, neste caso, a família não tem ficado muito presente no hospital, o que causou dificuldade inclusive da equipe médica fazer contato com os familiares para informações sobre o estado de saúde da criança.

 

Sobre o vale-transporte, o IFF confirma que o vale-transporte foi doado para a família para facilitar a locomoção dos familiares durante o período de internação do bebê.

 

O caso foi registrado na 9ª DP (Catete). De acordo com a Polícia Civil, no dia 2 de março – um dia após a cirurgia onde o bebê teve a perna queimada – foi registrada uma ocorrência de lesão corporal. Na ocasião, o delegado intimou os dois médicos que participaram da cirurgia a prestar depoimento na próxima segunda-feira (14/3/11).

 

Sobre a amputação da perna do bebê, a polícia disse que ainda não foi comunicada sobre o fato e que um inspetor foi enviado para o hospital para conversar com os familiares.

 

Fonte: G1 (10/3/11).

 

*Cidadão brasileiro, observador da sociedade e facilitador do processo de desenvolvimento das ações socioeducativas da infância e da juventude

 

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DEIXE A RAIVA SECAR

 Anthenor Lunna*

(E-mail: temmaenacasa@bol.com.br)

 

 

 

Mariana ficou toda feliz, porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas.

No dia seguinte, Júlia, sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.

Mariana não podia, porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então, pediu à coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá, para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.

Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações, mas a mamãe, com muito carinho, ponderou: Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar a sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha! Com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois, fica bem mais fácil resolver tudo.

Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão. Logo depois, alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando: Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe, ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.

Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.

Aprenda com essa interessante história.

Antes de cometer injustiças sem saber da real situação, deixe a raiva secar.

Colaboração: Autor desconhecido.

 

*Cidadão brasileiro, observador da sociedade e facilitador do processo de desenvolvimento das ações socioeducativas da infância e da juventude

 

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A ÁRVORE GENEROSA

Anthenor Lunna*

(E-mail: temmaenacasa@bol.com.br)

 

 

 

Era uma vez uma Árvore que amava um menino.

E todos os dias, o menino vinha e juntava as suas folhas. E com elas fazia coroas de rei. E com a Árvore, brincava de rei da floresta. Subia no seu grosso tronco, balançava-se em seus galhos! Comia seus frutos.

E quando ficava cansado, o menino repousava à sua sombra fresquinha.

O menino amava a Árvore profundamente.

E a Árvore era feliz!

Mas o tempo passou e o menino cresceu!

Um dia, o menino veio e a Árvore disse: "Menino, venha subir no meu tronco, balançar-se nos meus galhos, repousar à minha sombra e ser feliz!"

"Estou grande demais para brincar", respondeu o menino. "Quero comprar muitas coisas. Você tem algum dinheiro que possa me oferecer?"

"Sinto muito", disse a Árvore, "eu não tenho dinheiro. Mas leve os frutos, Menino. Vá vendê-los na cidade, então terá o dinheiro e você será feliz!"

E assim o menino subiu pelo tronco, colheu os frutos e levou-os embora. E a Árvore ficou feliz!

Mas o menino sumiu por muito tempo... E a Árvore ficou tristonha outra vez.

Um dia, o menino veio e a Árvore estremeceu tamanha a sua alegria, e disse: "Venha, Menino, venha subir no meu tronco, balançar-se nos meus galhos e ser feliz."

"Estou muito ocupado pra subir em Árvores", disse o menino. "Eu quero uma esposa, eu quero ter filhos e para isso é preciso que eu tenha uma casa. Você tem uma casa pra me oferecer?"

"Eu não tenho casa", disse a Árvore. "Mas corte os meus galhos, faça a sua casa e seja feliz."

O menino depressa cortou os galhos da Árvore e levou-os embora para fazer uma casa.

E a Árvore ficou feliz!

O menino ficou longe por um longo, longo tempo, e no dia que voltou, a Árvore ficou alegre, de uma alegria tamanha que mal podia falar.

"Venha, venha, meu Menino", sussurrou, "venha brincar!"

"Estou velho para brincar", disse o menino, "e estou também muito triste." "Eu quero um barco ligeiro que me leve pra bem longe. Você tem algum barquinho que possa me oferecer?"

"Corte meu tronco e faça seu barco", disse a Árvore. "Viaje pra longe e seja feliz!"

O menino cortou o tronco, fez um barco e viajou.

E a Árvore ficou feliz, mas não muito!

Muito tempo depois, o menino voltou.

"Desculpe, Menino", disse a Árvore. "não tenho mais nada pra te oferecer. Os frutos já se foram."

"Meus dentes são fracos demais pra frutos", falou o menino.

"Já se foram os galhos para você balançar", disse a Árvore.

"Já não tenho idade pra me balançar", falou o menino.

"Não tenho mais tronco pra você subir", disse a Árvore.

"Estou muito cansado e já não sei subir", falou o menino.

"Eu bem que gostaria de ter qualquer coisa pra lhe oferecer", suspirou a Árvore. "Mas nada me resta e eu sou apenas um toco sem graça. Desculpe..."

"Já não quero muita coisa", disse o menino, "só um lugar sossegado onde possa me sentar, pois estou muito cansado."

"Pois bem", respondeu a Árvore, enchendo-se de alegria. "Eu sou apenas um toco, mas um toco é muito útil pra sentar e descansar."

“Venha, Menino, depressa, sente-se em mim e descanse."

Foi o que o menino fez.

E a Árvore ficou feliz...

Colaboração: A Árvore Generosa, autoria de Shel Silverstein, tradução de Fernando Sabino.

 

*Cidadão brasileiro, observador da sociedade e facilitador do processo de desenvolvimento das ações socioeducativas da infância e da juventude

 

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PROTEÇÃO NA SUÍÇA

 

Anthenor Lunna*

(E-mail: temmaenacasa@bol.com.br)

 

 

 

Na internet, circula atualmente por e-mail uma mensagem que, na íntegra, diz o seguinte:

– “Ontem, dia 10/02/10, um dos assassinos de João Hélio foi solto, pois completou 3 anos de internação em uma das unidades do DEGASE (Departamento Geral de Ações Socioeducativas) e o ECA não permite que esse tempo seja maior. Mas o pior ainda veio posteriormente. Esse safado saiu direto da audiência, realizada na 2ª vara da infância do RJ, juntamente com toda a sua família, para ir morar na Europa. Isso mesmo senhores, ele foi assistido por uma 'ong', que visando a proteção deste assassino conseguiu uma residência para ele e sua família na Suiça. Acreditem se puderem, pois eu estou até agora indignado com tal situação. Chego ao ponto de achar que nesse país vale a pena o cometimento de um crime, pois as oportunidades que surgem são infinitamente superiores as das pessoas de bem que levam a vida honestamente. Para quem não sabe, esse vagabundo (posso chamar assim pq ele tem 19 anos) tentou matar um colega para fugir, liderou diversos problemas na unidade e como prêmio recebe uma casa para ele e sua família na Europa. Esse mundo está ao contrário mesmo. Até quando teremos que assistir a isso tudo calado. Cade os 'jornais' que gostam de acusar os Agentes de criminosos para divulgar isso??? Esse é o desabafo de uma pessoa que passou quase 3 anos tomando conta desse nojento, verme e agora tem que engolir isso... É um verdadeiro tapa na cara de todos nós...”.

            Ainda não confirmei a veracidade do conteúdo do texto, mas creio que seja possível, sim, uma decisão judicial com esse caráter extremamente polêmico.

            A Constituição Federal, no seu art. 228, afirma que “são penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial” – Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

            Considera-se criança, para os efeitos do ECA, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente o Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade.

Quanto ao comportamento ilícito, a legislação especial considera ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal, como matar alguém, por exemplo.

            Portanto, a participação do adolescente (Ezequiel Toledo de Lima) na morte do pequeno João Hélio foi considerada ato infracional.

            Os comentários sobre essa possível decisão da justiça giram em torno de alguns questionamentos:

– Essa proteção é proporcional à necessidade desse adolescente?

– É comum outros adolescentes e crianças brasileiros ameaçados também serem incluídos dessa forma, com tanta rapidez, nesse programa de proteção?

Alega-se, sim, que a iniciativa pretende, tão-somente, favorecer uma pessoa com incomparável tratamento de vantagem sobre milhões de brasileiros que diariamente se expõem a riscos diversos de violências e crimes, recebendo do poder público apenas desprezo.

Vale a pena conhecer alguns aspectos relacionados ao país de destino do adolescente infrator. A Suíça é um país sem costa marítima cujo território é dividido geograficamente entre o Jura, o planalto suíço e os Alpes, somando uma área de 41.285 km². A população suíça é de aproximadamente 7,8 milhões de habitantes e concentra-se principalmente no planalto, onde estão localizadas as maiores cidades do país. Entre elas estão as duas cidades globais e centros econômicos de Zurique e Genebra. A Suíça é um dos países mais ricos do mundo relativamente ao PIB per capita calculado em 43.196 de dólares americanos.

            A educação tem sido fonte importante de recurso para o desenvolvimento económico suíço. Por isso, o país clama em ter um dos melhores sistemas do mundo nessa área. No entanto, não existe um sistema educativo, mas, sim, 26, o mesmo número de cantões, variando entre eles. Por exemplo, em alguns cantões o ensino da primeira língua estrangeira é iniciado no quarto ano enquanto que em outros inicia-se no sétimo. O fato de cada cantão possuir o seu sistema educativo, transferir os estudantes de uma escola para outra fora do seu cantão de residência pode se tornar problemático, podendo resultar na rejeição de vários deles nas suas escolas de destino.

A maioria dos estudantes frequenta estabelecimentos públicos dado que os privados são caros para a maioria da população. Consiste em três períodos escolares: elementar, secundário e universitário. Todas as crianças são obrigadas a frequentar por no mínimo nove anos de escolaridade, seja em escolas públicas ou privadas.

O “Zentrum”, campus do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, é a mais prestigiada universidade da Suíça, onde Albert Einstein estudou.

            Outro quentionamento bastante pertinente sobre essa decisão que está provocando muita indignação é o seguinte:

            – O que deve fazer um pai sem condições financeiras que queira enviar seu fiho ao exterior, como a Suíça, por exemplo, para ter um crescimento cultural, educativo etc., com a maior brevidade possível e todas as despesas pagas?

 

*Cidadão brasileiro, observador da sociedade e facilitador do processo de desenvolvimento das ações socioeducativas da infância e da juventude

 

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EM 2020 VAI SER ASSIM...

Anthenor Lunna*

(E-mail: temmaenacasa@bol.com.br)

 

 

 

Evolução da Educação.

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.

Leiam relato de uma Professora de Matemática.

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

(  ) R$ 20,00 (  ) R$ 40,00 (  ) R$ 60,00 (  ) R$ 80,00 (  ) R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?

(  ) SIM (  ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

(  ) R$ 20,00 (  ) R$ 40,00 (  ) R$ 60,00 (  ) R$ 80,00 (  ) R$ 100,00

7. Em 2010 vai ser assim: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afrodescendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)

(  ) R$ 20,00 (  ) R$ 40,00 (  ) R$ 60,00 (  ) R$ 80,00 (  ) R$ 100,00

8. Em 2020 vai ser assim: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afrodescendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder, principalmente se você teve sensibilidade para perceber que o lenhador pode estar incomodado, porque, agora, desmatar pode estar um pouco mais difícil. Além disso, o lucro ganancioso dele pode começar a diminuir. Afinal, numa política de ações afirmativas, o que fundamenta o princípio da igualdade é a equidade social)

(  ) R$ 20,00 (  ) R$ 40,00 (  ) R$ 60,00 (  ) R$ 80,00 (  ) R$ 100,00

E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos, pois a professora provocou traumas na criança.

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:

“Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

Passe adiante!

Precisamos começar já!

 

*Cidadão brasileiro, observador da sociedade e facilitador do processo de desenvolvimento das ações socioeducativas da infância e da juventude

                                                                                                      

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PLURALIDADE CULTURAL (1)

Anthenor Lunna*

(E-mail: temmaenacasa@bol.com.br)

 

 

 

A temática da Pluralidade Cultural diz respeito ao conhecimento e à valorização de características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais que convivem no território nacional, às desigualdades socioeconômicas e à crítica às relações sociais discriminatórias e excludentes que permeiam a sociedade brasileira, oferecendo ao aluno a possibilidade de conhecer o Brasil como um país complexo, multifacetado e algumas vezes paradoxal.

Este tema propõe uma concepção que busca explicitar a diversidade étnica e cultural que compõe a sociedade brasileira, compreender suas relações, marcadas por desigualdades socioeconômicas e apontar transformações necessárias, oferecendo elementos para a compreensão de que valorizar as diferenças étnicas e culturais não significa aderir aos valores do outro, mas respeitá-los como expressão da diversidade, respeito que é, em si, devido a todo ser humano, por sua dignidade intrínseca, sem qualquer discriminação. A afirmação da diversidade é traço fundamental na construção de uma identidade nacional que se põe e repõe permanentemente, tendo a Ética como elemento definidor das relações sociais e interpessoais.

Ao tratar este assunto, é importante distinguir diversidade cultural, a que o tema se refere, de desigualdade social.

As culturas são produzidas pelos grupos sociais ao longo das suas histórias, na construção de suas formas de subsistência, na organização da vida social e política, nas suas relações com o meio e com outros grupos, na produção de conhecimentos etc. A diferença entre culturas é fruto da singularidade desses processos em cada grupo social.

A desigualdade social é uma diferença de outra natureza: é produzida na relação de dominação e exploração socioeconômica e política. Quando se propõe o conhecimento e a valorização da pluralidade cultural brasileira, não se pretende deixar de lado essa questão. Ao contrário, principalmente no que se refere à discriminação, é impossível compreendê-la sem recorrer ao contexto socioeconômico em que acontece e à estrutura autoritária que marca a sociedade. As produções culturais não ocorrem “fora” de relações de poder: são constituídas e marcadas por ele, envolvendo um permanente processo de reformulação e resistência.

Ambas, desigualdade social e discriminação, articulam-se no que se convencionou denominar “exclusão social”: impossibilidade de acesso aos bens materiais e culturais produzidos pela sociedade e de participação na gestão coletiva do espaço público — pressuposto da democracia.

Entretanto, apesar da discriminação, da injustiça e do preconceito que contradizem os princípios da dignidade, do respeito mútuo e da justiça, paradoxalmente o Brasil tem produzido também experiências de convívio, reelaboração das culturas de origem, constituindo algo intangível que se tem chamado de brasilidade, que permite a cada um reconhecer-se como brasileiro.

Por isso, no cenário mundial, o Brasil representa uma esperança de superação de fronteiras e de construção da relação de confiança na humanidade. A singularidade que permite essa esperança é dada por sua constituição histórica peculiar no campo cultural. O que se almeja, portanto, ao tratar de Pluralidade Cultural, não é a divisão ou o esquadrinhamento da sociedade em grupos culturais fechados, mas o enriquecimento propiciado a cada um e a todos pela pluralidade de formas de vida, pelo convívio e pelas opções pessoais, assim como o compromisso ético de contribuir com as transformações necessárias à construção de uma sociedade mais justa.

Reconhecer e valorizar a diversidade cultural é atuar sobre um dos mecanismos de discriminação e exclusão, entraves à plenitude da cidadania para todos e, portanto, para a própria nação.

Fonte: Parâmetros Curriculares Nacionais – Pluralidade Cultural.

 

*Cidadão brasileiro, observador da sociedade e facilitador do processo de desenvolvimento das ações socioeducativas da infância e da juventude

 

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CONFISSÃO DE NATAL

Rainer Shelley*

 

 

 

Eu confesso: morro a cada Natal. Sou sempre tomado por uma tristeza ancestral que não sou capaz de explicar. Sofro por causa de um homem que morreu pregado em uma cruz para nos salvar. Não sei. Só sei que fico triste, morro um pouco a cada Natal. Não sei se é por causa Dele ou por causa daquilo que me ensinaram a sentir. Sinto, simples assim! Confesso ainda (antes que algum desavisado nos ouça e reclame): morro de pena Dele que, a julgar pelo o que se vê, sofreu em vão. Sinto pena de todos: daqueles que não têm o que comer, daqueles que estão mais tristes do que eu, daqueles que perderam alguém e desse alguém se lembram mais neste momento, daqueles que agradecem, daqueles que amo. Sinto até mesmo pena de mim mesmo. E morro um pouco a cada pena. E fico com mais pena de mim. Sofro sem razão. Talvez, o Natal seja triste mesmo. Não, tenho certeza: o Natal é triste! Não sei bem o porquê, mas o Natal é triste. Eu?! fico triste no Natal...não gosto...e não é que sofrimento seja ruim; "de resempre" até se aprende com ele, o dito sofrimento. Só que com o Natal é diferente: sofre-se e não se aprende nada, a não ser que devemos ser bons meninos para ganharmos presentes; ou, então, que devemos ser bonzinhos para que o mundo seja melhor. Aprendemos a ser "o mesmo a todo ano"; somos iguaizinhos ao ano anterior. E repetimos no ano seguinte. E eu continuo triste. Todos ficam um pouco tristes no Natal...e prometem algo diferente para o ano seguinte: perder peso, largar o cigarro, largar a mulher, arrumar um marido, encontrar aquela pessoa que não vê há tempos! Ah, sim. Acabei de arrumar uma justificativa interessante para sofrer tanto no Natal – este Natal que conhecemos: falar (ou tentar falar) com pessoas que não vemos com frequência, mas que de alguma forma lembramos. Amamos. No Natal, amamos mais...eu diria até: demais! É melhor amar do que ficar triste. Taí um Natal que eu queria: uma mesa bem grande com todo mundo que eu gosto e sinto falta; pessoas que estão, que se foram, que são e que já não são tanto. Presentes de alguma forma. Este era o presente que eu queria. O mundo seria muito melhor se o Natal fosse apenas uma grande mesa na qual estivessem aqueles que gostamos. E melhor seria se pudéssemos (nós, que estamos à mesa) sair à noite – depois da meia-noite –, abraçando pessoas novas, ajudando aqueles que sequer conhecemos – de preferência nus: de alma despida, desencarapaçada, aberta. Ah, como o Natal seria um pouco menos triste e muito mais feliz!

 

*Cidadão brasileiro, colaborador de Anthenor Lunna por uma sociedade mais justa, defensor de tudo aquilo que não se vê à primeira vista: para ver, às vezes, faz-se necessário cheirar antes

                                                                                                      

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GRITO DE DESESPERO

Anthenor Lunna*

(E-mail: temmaenacasa@bol.com.br)

 

 

 

Desespero. Esse foi o sentimento que moveu o motorista de ambulância José Wellington Alexandrino, 26, na última terça-feira. Ele veio a Belém com um bebê da cidade de Santa Luzia do Pará, que tinha uma obstrução no intestino. A criança ficou sem atendimento por cerca de três horas, em frente ao portão da Santa Casa. Revoltado, José Wellington retirou o bebê da ambulância e tentou entrar à força no hospital, mas foi barrado.

Temendo a morte da criança, o motorista bloqueou o trânsito na rua Bernal do Couto, subiu no teto da ambulância e gritou por socorro. O protesto foi apoiado por dezenas de populares que se aglomeraram no local.

“Quando cheguei, a primeira desculpa que deram foi que não tinha energia. Depois, que não tinha leito. A criança ia falecer dentro da ambulância. Depois de toda a polêmica, de repente, eles conseguiram leito. Será que só é atendido quem faz polêmica?”, questiona o motorista.

Antes de vir a Belém, acompanhada pela mãe, Maria Eunice Ferreira, 20, e pela avó Edna Ferreira, 52, ambas lavradoras, a recém-nascida Nayane Ferreira ficou quatro dias internada em um hospital em Capanema.

A ambulância chegou à Santa Casa por volta das 13h. Somente às 16h, após o bloqueio da rua, o bebê foi levado por um funcionário para dentro do hospital. No meio do tumulto, o diretor de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) tentou acalmar a revolta popular, dizendo que a criança seria encaminhada para o Hospital das Clínicas Gaspar Viana.

O estado de saúde dela é estável. Nayane está na Unidade de Terapia Intensiva pediátrica do HC, onde passará por exames que apontarão qual o procedimento médico adequado para o caso.

Fonte: Diário do Pará.

 

*Cidadão brasileiro, observador da sociedade e facilitador do processo de desenvolvimento das ações socioeducativas da infância e da juventude

                                                                                                      

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GREVE NO DEGASE

Anthenor Lunna*

(E-mail: temmaenacasa@bol.com.br)

 

 

 

Governo intransigente e base governista na Alerj (Assembleia Legislativa) mantêm reajuste de 5% apenas para agentes de disciplina do Degase. Categoria se prepara para realizar paralisação neste fim-de-semana e reivindicação agora é 15% para todo quadro do Departamento.

O índice é referente às perdas salariais desde a implantação do Plano de Cargos e Salários em 2006.

A greve começa à 0h de sexta-feira (27) e somente os serviços básicos como alimentação, higiene e atendimento médico emergencial serão prestados. Visitas, banhos-de-sol e audiências estão suspensas.

De acordo com o Sind-Degase, essa política salarial demonstra o interesse do Governo no Degase. Marcos Aurélio, presidente do Sindicato, explica que desde que assumiu o Governo, Sérgio Cabral, investe em obras e enfeita as instalações do Departamento, mas se esquece de valorizar os servidores.

Além de nenhum reajuste ter sido concedido desde que assumiu, também ficou na promessa em relação ao concurso público.

— A greve é pela dignidade da categoria. Este governo discrimina os servidores do Degase quando nos exclui de um reajuste ínfimo como este concedido à Segurança Pública e Administração Penitenciária. A grande maioria dos agentes de disciplina também não concorda com essa política segregadora. Mostraremos a nossa relevância no serviço público estadual — desabafou Marcos Aurélio.

A tarde de hoje foi tensa na Alerj. Dois destaques foram votados. As duas emendas foram de autoria do deputado Paulo Ramos (PDT) e uma delas, a que incluía todos os servidores do Degase, foi rejeitada novamente após empate.

O voto de minerva do presidente do parlamento, Jorge Picciani (PMDB), decidiu a exclusão do restante da categoria no reajuste de 5%. Cerca de 800 servidores ficaram de fora e apenas 600 foram contemplados.

Os deputados Paulo Ramos e Graça Matos (PMDB) discutiram de forma contundente após a votação. A parlamentar estava na presidência da Casa e conduziu a votação na ausência de Jorge Picciani, que chegou atrasado.

Segundo Paulo Ramos, ela teria contabilizado um voto contra equivocadamente. Ela contou o voto de um deputado que não estaria em Plenário.

            Fonte: SIND-DEGASE.

 

*Cidadão brasileiro, observador da sociedade e facilitador do processo de desenvolvimento das ações socioeducativas da infância e da juventude

                                                                                                      

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UM CERTO DOUTOR IÇAMI

Anthenor Lunna*

 

 

 

Em pesquisa realizada em março de 2004, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração – o primeiro nacional (primeiro: Sigmund Freud; segundo: Gustav Jung; terceiro: Içami Tiba).

O palestrante é membro eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso". Professor de cursos e workshops no Brasil e no Exterior.

Conheça, a seguir, o que pensa o Dr. Tiba sobre educação de crianças e jovens, por intermédio de palestra em Curitiba, em julho deste ano.

1) A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2) O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv etc...

3) Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4) É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5) Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6) A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.

7) Em casa que tem comida, criança não morre de fome. Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8) A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9) É preciso transmitir aos filhos a ideia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

10) As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.

11) A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

12) Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da ideia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

13) A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

14) Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada ficarão suspensos, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15) Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16) Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17) Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite... Nunca.

18) Muitas são desequilibradas ou mesmo loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).

19) Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

20) Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

21) Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

22) Pais e mães não podem se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

23) O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles... A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

24) Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

25) Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (kwh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

26) Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

Frase: "A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia..."

 

*Cidadão brasileiro, observador da sociedade e facilitador do processo de desenvolvimento das ações socioeducativas da infância e da juventude

                                                                                                      

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TEORIA DO HOLOCAUSTO: "QUANTO PIOR, MELHOR"

Anthenor Lunna*

 

 

 

Citação comum entre os que estudam o complexo estado de miséria, a Teoria do Holocausto fundamenta-se no estranho princípio do “quanto pior, melhor”.

            Matéria feita por Waleska Borges, há cinco anos, e publicada no JB Online, comprova essa hipótese perversa, num cenário extremamente frágil, mas de reflexos sociais dantescos. Confira o texto, a seguir.

Disfarçadas de instituições de defesa do menor, recebendo recursos públicos e doações de instituições privadas, Organizações Não-Governamentais (ONGs) e entidades piratas vêm se alimentando da miséria de crianças abandonadas e exploradas nas ruas do Rio. Por problemas que passam pela má administração de recursos até o descumprimento de projetos, só este ano, sete entidades foram cassadas no Rio. No município, há 504 ONGs e entidades voltadas para proteção dos menores registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). O número, segundo estimativa da Defensoria Pública (que estima em cerca de 250 os menores abandonados no município), equivale a duas instituições para cada menor na rua da cidade.

– Existe uma indústria do aproveitamento da criança e do adolescente em situação de risco com a proliferação das ONGs e entidades – denuncia a defensora Simone de Souza, da Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDEDICA).

Segundo a defensora, no Rio, o número de recursos públicos e privados destinados à prestação de serviços sociais – sem fins lucrativos – é inversamente proporcional aos resultados considerados eficazes.

– Muitas delas captam recursos, mas não prestam contas e nem sofrem fiscalização – alerta a defensora.

De acordo com o CMDCA, este ano, foram repassados – através de doações específicas de pessoas físicas e jurídicas – R$ 8.112.714,98 para instituições registradas no órgão. O valor foi destinado para 43 projetos voltados à proteção do menor, entre eles, abrigo e violência doméstica. Em 2004, o CMDCA também repassou R$ 102 para cada uma das 1.500 crianças incluídas em projetos complementares – fora do horário escolar. As verbas foram repassadas às ONGs e entidades por concursos públicos.

Pela prefeitura, segundo Vânia Ribeiro, diretora do Fundo-Rio, 18 instituições recebem recursos para desenvolver projetos. Cinco deles voltados especificamente para instituições com abrigos, que recebem R$ 500 por criança. De acordo com a conselheira Ana Telles, do CMDCA, cabe ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público fiscalizarem as instituições.

– As equipes de fiscalização são insuficientes. Hoje o menino de rua é igual uma granada, que um joga para mão do outro, mas, infelizmente, algumas pessoas vivem dessa ameaça – diz Ana.

Segundo a promotora Maria Amélia Barreto, da 1ª Vara da Infância e Juventude, recentemente o MP afastou a direção de uma ONG para crianças excepcionais que recebia verba estrangeira. De acordo com a promotora, em algumas situações, as instituições não cumprem o Estatuto da Criança e do Adolescente.

– Para impedir que os direitos das crianças e adolescentes sejam burlados, o CMDCA vai sugerir, em assembleia, que o registro destas instituições seja trianual. Hoje o registro não tem validade – adianta Ana.

 

*Cidadão brasileiro, observador da sociedade e facilitador do processo de desenvolvimento das ações socioeducativas da infância e da juventude


 
 

LIÇÕES DEVIDAS

 

Anthenor Lunna*

 

 

 

            Conheço uma pessoa, Agente de Disciplina do Departamento Geral de Ações Socioeducativas – DEGASE, muito orgulhosa do trabalho que realiza. Certa vez, ele descreveu de forma breve parte de sua trajetória profissional no DEGASE, assim:

            “Cometemos muitos erros na vida. Entretanto, os momentos de desvio devem ser aproveitados como lições de aprendizagem, de evolução, progresso, crescimento, enfim, desenvolvimento. Podemos aprender com os nossos erros ou com os de outras pessoas. O importante é acreditar que passos errados podem ser transformados em passos certos, ensinando-nos lições importantes.

            Antes de trabalhar no DEGASE, cometi o grande erro de julgar crianças e adolescentes em situação de risco social ou em ato infracional como pessoas praticamente ‘perdidas’, sem qualquer possibilidade de recuperação. Pensava que estavam assim somente por opção, por escolha, porque eram rebeldes, desobedientes, não respeitavam os pais.

Hoje, percebo o quanto meu pensamento era simplista. Talvez para, conveniente e confortavelmente, acomodar minha percepção num lugar protegido da realidade de que todos podemos e devemos, de alguma forma, fazer algo para mudar essa situação.

Agora, o julgamento precipitado (rótulos, preconceitos, discriminações etc.) dá lugar a um novo modo de ver a vida. Atualmente, compreendo melhor o quanto posso desenvolver ações socioeducativas que, por mais discretas que sejam, podem influenciar mudança – para melhor – de postura, costumes, hábitos, enfim, de comportamentos.

Na vida, cometemos muitos erros, mas devemos aprender com eles. Devemos também aprender lições e dá-las a alguém, são as lições devidas. Lições que podem transformar ódio em amor, fraqueza em força, guerra em paz, erros em acertos, lições de vida, lições de aprendizagem, lições devidas”.

 

*Cidadão brasileiro, observador da sociedade e facilitador do processo de desenvolvimento das ações socioeducativas da infância e da juventude


 
 

RECUPERAÇÃO EM PASSOS LENTOS

Anthenor Lunna*

 

 

 

Ainda não está bom, mas já começa a sair do fundo do poço. Alunos do 5º ano da rede municipal de Educação do Rio melhoraram seu desempenho em Português e Matemática. Os do 9º ano, no entanto, só evoluíram na primeira disciplina. Em Matemática, notas do simuladão realizado este mês mostraram que caiu o rendimento em comparação com a última Prova Brasil, aplicada pelo MEC em 2007.

            Apesar da evolução em Língua Portuguesa, a média geral prova que os jovens estão chegando ao Ensino Médio com performance abaixo da desejável, segundo a Secretaria Municipal de Educação. A média do 9º ano foi 47 na prova simulada. A secretaria considera “aceitável” a partir de 60.

A Prova Brasil 2009 vai avaliar mês que vem alunos de Educação Básica do País nas duas matérias. Em 2007, as turmas de 9º ano das escolas municipais do Rio tiveram média de 241,85 em Matemática, 48,37% de aproveitamento. No simuladão, média foi 45.

A secretária de Educação, Cláudia Costin, culpa o sistema de aprovação automática da gestão passada: “Os alunos do último ciclo ficaram muito tempo sem fazer avaliação, especialmente de Matemática”.

 

Cadernos de reforço, que começaram a ser distribuídos neste ano após cada prova bimestral, estão entre as ações para mudar esse quadro. “Eles se concentram nas questões com erros mais frequentes nas provas”, explicou Costin.

Em algumas unidades, porém, bons desempenhos individuais chamaram a atenção. Como duas alunas do 5º ano da Escola Municipal Jean Mermoz, no Cachambi. Elas acertaram todas as 44 questões do simulado. Exemplo a ser seguido por toda a rede.

Sabrina Tavares, 10 anos, e Monique Frazão, 11, viraram celebridades na Jean Mermoz, que tem histórico de bons resultados em exames oficiais, como o 1º lugar da 3ª CRE na Prova Brasil 2007. “Foi fácil, ainda mais Matemática, minha favorita”, conta Monique.

Sabrina também tirou de letra os cálculos, ‘bicho-papão’ para os colegas. “Vou ser professora de Matemática”, sonha.

A façanha virou o assunto do dia e foi parar no Mural dos Alunos Brilhantes. “Nossos professores são excelentes, e desenvolvemos muitos projetos educacionais com os alunos”, justifica a diretora Sílvia Pereira.

As escolas da 10ª CRE, que abrange bairros como Santa Cruz e Guaratiba, na Zona Oeste, tiveram o pior desempenho do simuladão, nas duas séries avaliadas, na média global e nas notas de Português e Matemática. Na opinião da secretária de Educação, a realidade socioeconômica da região influiu no resultado.

“É um lugar muito carente nesse aspecto, por isso nossos desafios lá são maiores”, disse Cláudia, que pretende investir na capacitação dos professores da rede.

Fonte: O DIA ONLINE, EDUCAÇÃO – Data: 16/9/09 – Hora: 16h36.   

 

*Cidadão brasileiro, observador da sociedade e facilitador do processo de desenvolvimento das ações socioeducativas da infância e da juventude


 
 

ÓRFÃ NO VENTRE DA MÃE

Anthenor Lunna*

 

Uma decisão de um juiz da Vara da Infância e Juventude de Nova Friburgo (região serrana do Rio de Janeiro) está causando polêmica no município.

O magistrado concedeu uma liminar em que uma mãe, de 23 anos, perde a guarda do filho antes mesmo dele nascer.

A jovem vinha sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar por vender balas nas ruas com uma outra filha, de 2 anos, no colo. O Ministério Público entrou com processo de perda da guarda da garota.

Quando o Conselho Tutelar e a Justiça souberam que ela estava grávida novamente, os promotores solicitaram ao juiz, então, a perda da guarda do filho antes mesmo do nascimento, o que foi acatado pelo magistrado.

 A jovem deu à luz no dia 8 de julho e até agora não viu a filha, que foi encaminhada para um abrigo local.

O Tribunal de Justiça concedeu à mãe o direito de amamentar e registrar a recém-nascida, mas a decisão ainda não foi cumprida.

Fonte: eBAND.

 

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AUTORIDADE E MEDO

Anthenor Lunna*

 

            “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”.

            Essa categórica afirmação introdutória é parte integrante da doutrina de proteção integral à criança e ao adolescente, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (artigo 5º).

Entretanto, é importante observar de que modo os dispositivos legais existentes devem ser usados nas intervenções para a garantia dos direitos da infância e juventude.

Podendo provocar reflexões sobre determinadas decisões, principalmente judiciais, o texto a seguir, transcrito do Blog da Rosely Sayão, relata caso em que autoridade e medo, em alguns momentos, podem caminhar lado a lado.

            “Uma notícia publicada em jornais chamou a atenção de uma leitora. O Tribunal de Justiça do Rio decidiu que uma menina receberá aproximadamente R$ 7.000 de indenização por ter sido retirada da sala de aula em dia de prova. O motivo? Estava sem uniforme. O que a leitora questiona é se a Justiça não está desqualificando a autoridade da escola e, dessa maneira, acentuando ainda mais as já existentes atitudes de desrespeito ao espaço escolar.

Ela tem uma filha que cursa a 6ª série em uma escola em que o diretor vai implantar o uso do uniforme. O problema é que os alunos não aceitam a ideia e o diretor aguarda a adesão deles à proposta, já que não quer fazer uma imposição. E nossa leitora reclama porque, para ela, algumas coisas devem ser, simplesmente, acatadas.

Para ela, o uso do uniforme é um desses casos, já que os alunos realizam um verdadeiro desfile de moda na escola por conta do consumismo. A reflexão de nossa leitora é a respeito do enfraquecimento da autoridade da família e da escola.

Em primeiro lugar, vamos lembrar que muitas atitudes de transgressão que os alunos cometem na escola são provocadas pela própria instituição. No caso da aluna que receberá a indenização, por exemplo, a explicação dada para não usar o uniforme é que não havia um disponível no tamanho dela.

No caso da escola que a filha de nossa leitora frequenta, apesar de o uso ser obrigatório segundo o caderno de normas e procedimentos distribuído no início do ano, a própria escola abriu o precedente, já que não havia uniforme para todos. Depois de um tempo indo às aulas com roupas casuais, os alunos não aceitam a mudança.

Pode haver ou não uma boa justificativa para o uso do uniforme. Uma delas é a citada pela leitora: evitar que os alunos usem e abusem das roupas para excluir colegas, zombar deles, fazer desfiles de grifes. Mas não basta decretar o uso e esperar que todos respeitem a norma. É preciso trabalhar para que ela seja cumprida.

Acontece que as escolas guardam a ideia obsoleta de que a punição é a melhor medida em educação. Quando alunos comparecem sem uniforme, são impedidos de frequentar as aulas. Mas, se o objetivo da escola é que o aluno aprenda e se, para tanto, precisa estar nas aulas, tal medida é equivocada. Por que não deixar algumas peças na secretaria e emprestá-las aos que vão sem uniforme? Essa e outras medidas podem ter caráter educativo.

Muitas escolas evitam, também, desagradar a seus alunos. Ora, mas educar não implica, necessariamente, desagradar? A criança quer brincar, mas precisa estudar; quer se distrair, mas precisa aprender a se concentrar; quer atenção exclusiva, mas precisa conviver e compartilhar; quer dormir, mas precisa acordar etc.

Inicialmente, a criança permite ser educada por medo de deixar de ser amada pelos pais. Mas, pelo jeito, hoje o medo é dos adultos: os pais temem perder o amor dos filhos, as escolas temem perder seus alunos...

Com medo, não dá mesmo para exercer a autoridade e, sem ela, não dá para educar”.

 

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